Depois de dirigir clássicos da década de 30 como "Aconteceu naquela noite", "A mulher faz o homem" e "Do mundo nada se leva", o primeiro filme do diretor norte-americano Frank Capra realizado no pós-guerra exalta os valores éticos e fraternais de George Bailey (vivido por James Stewart), um homem apaixonado e de bom coração que cresce na pequena cidade de Bedford Falls, em Connenticult, mas que sonha em viajar pelo mundo. O dever, no entanto, está sempre entrando no caminho para frustrar esse sonho. Casado com a apaixonante Mary (personagem de Donna Reed), George se vê em sérias dificuldades financeiras por consequencia de sua bondade em ajudar os trabalhadores da cidade a comprarem suas próprias casas. Em meio a essa situação desesperadora, está a beira do suicídio quando é resgatado por Clarence (Henry Travers), seu anjo da guarda, que lhe mostra como tudo seria diferente se ele não houvesse nascido.Baseado em "The Greatest Gift", um conto escrito em um cartão de natal por Phillip Van Doren e lançado em 1946 sob críticas conflitantes, “A felicidade não se compra” foi indicado a cinco prêmios Oscar (incluindo Melhor filme), porém não venceu em nenhuma categoria, deixando o prêmio principal para “Os melhores anos de nossas vidas” do diretor William Wyler. Os fãs de cinema do pós-guerra, na ocasião de seu lançamento, descontentaram-se com seu conteúdo excessivamente sentimental, o que prejudicou a bilheteria no ano de lançamento.
Na década de 60, o copyright dessa bela obra expirou, o que permitiu a circulação a baixo custo de uma versão de "domínio público" e exibições frequentes na TV. Reprisado à exaustão por volta das festas de fim de ano, foi considerado um exemplo de “filme para toda a família”. Hoje, mais de 60 anos após seu lançamento, "A Felicidade não se compra" continua sendo um dos mais queridos filmes pelos amantes do cinema de todos os tempos por conta de sua mensagem otimista.



